sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Caso Amarildo II

Matéria do jornal Meia Hora do dia 05/10/2013


Matéria sobre o caso Amarildo, não teve tanta repercussão, sua chamada de capa veio no rodapé, diferente do jornal O Globo que o caso Amarildo foi à matéria principal e teve todo destaque.

Texto informativo, em forma de suíte, pois é continuação da matéria factual que é o desaparecimento de Amarildo.

Aceitabilidade: Autor passa a matéria de uma forma que facilita o entendimento do seu público alvo.

Lead: veio seguindo as regras e respondendo as perguntas.

O que? Foram presos.
Quem? Os dez policiais.
Como? Se entregaram.
Aonde? No quartel General da P.M
Por quê? Acusados de torturar e matar o pedreiro Amarildo.
Quando? Ontem.

Texto em discurso direto, onde o autor introduz no texto falas do entrevistado utilizando as aspas.

Exemplo: segundo parágrafo ele utiliza a frase do entrevistado e a transcreve do mesmo jeito que a ouviu “a medida drástica se mostra como único modo eficaz de garantir a atividade jurisdicional (...)”

E também em discurso indireto, quando o autor transcreve o que ouviu com suas próprias palavras.


Exemplo: até ontem, quatro dos envolvidos no caso estavam trabalhando na rocinha. O grupo foi denunciado por tortura seguida de morte e ocultação de cadáver. As penas podem chegar a 30 anos.

Noção de Texto

Noção de texto é um assunto amplo e ainda aberta a uma definição mais precisa. De grosso modo, pode ser entendido como manifestações linguísticas das ideias de um autor, que serão interpretadas pelo leitor de acordo com seus conhecimentos linguísticos e culturais. Seu tamanho é variável.
Todo texto tem que ter alguns aspectos formais, ou seja, têm que ter estrutura, elementos que estabelecem relação entre si.
Para a construção de um texto é necessária a junção de vários fatores que dizem respeito tanto aos aspectos formais como as relações sintático-semânticas, quanto às relações entre o texto e os elementos que o circundam: falante, ouvinte, situação (pragmática).

Existe um conjunto de características chamado textualidade que fazem com que um texto seja um texto, e não apenas uma sequência de frases. Beaugrande e Dressler  (1983) apontam  7 fatores responsáveis pela textualidade de um discurso qualquer : a coesão e a  coerência são os que se relacionam com o material conceitual e linguístico do texto, e a intencionalidade,informatividade, aceitabilidade, situacionalidade, intertextualidade.
Dentro dos aspectos formais temos a coesão e a coerência, que dão sentidos e forma ao texto. A coesão textual é a relação, a ligação, a conexão entre as palavras, expressões ou frases do texto. A coerência está relacionada com a compreensão, a interpretação do que se diz ou escreve. Um texto precisa ter sentido, isto é, precisa ter coerência. Embora a coesão não seja condição suficiente para que enunciados se constituam em textos, são os elementos coesivos que lhes dão maior legibilidade e evidenciam as relações entre seus diversos componentes, a coerência depende da coesão.

Intencionalidade

Refere-se ao esforço do produtor do texto em construir uma comunicação eficiente capaz de satisfazer os objetivos de ambos os interlocutores. Quer dizer, o texto produzido deverá ser compatível com as intenções comunicativas de quem o produz.

Informatividade

É a medida na qual as ocorrências de um texto são esperadas ou não, conhecidas ou não, pelo receptor. Um discurso menos previsível tem mais informatividade. Sua recepção é mais trabalhosa, porém mais interessante, envolvente. O excesso de informatividade pode ser rejeitado pelo receptor, que não poderá processá-lo. O ideal é que o texto se mantenha num nível mediano de informatividade, que fale de informações que tragam novidades, mas que venham ligadas a dados conhecidos.

Aceitabilidade

O texto produzido também deverá ser compatível com a expectativa do receptor em colocar-se diante de um texto coerente, coeso, útil e relevante. O contrato de cooperação
estabelecido pelo produtor e pelo receptor permite que a comunicação apresente falhas de quantidade e de qualidade, sem que haja vazios comunicativos. Isso se dá porque o receptor esforça-se em compreender os textos produzidos

Situacionalidade

É a adequação do texto a uma situação comunicativa, ao contexto. Note-se que a situação orienta o sentido do discurso, tanto na sua produção como na sua interpretação.
Por isso, muitas vezes, menos coeso e, aparentemente, menos claro pode funcionar melhor em determinadas situações do que outro de configuração mais completa. É importante notar que a situação comunicativa interfere na produção do texto, assim como este tem reflexos sobre toda a situação, já que o texto não é um simples reflexo do mundo real. O homem serve de mediador, com suas crenças e ideias, recriando a
situação. O mesmo objeto é descrito por duas pessoas distintamente, pois elas o encaram de modo diverso.Muitos linguistas têm-se preocupado em desenvolver
cada um dos fatores citados, ressaltando sua importância na construção dos textos.

Intertextualidade

Pode-se definir a intertextualidade como sendo a criação de um texto a partir de um outro texto já existente. Dependendo da situação, a intertextualidade tem funções diferentes que dependem muito dos textos/contextos em que ela é inserida.

Caso Amarildo

Matéria principal e capa do jornal O Globo do dia 05/10/2013


Texto que possui intertextualidade em forma de suíte, por que é continuação da matéria factual, do desaparecimento de Amarildo. Essa matéria é o desfecho do caso.

Lead respondendo as perguntas.

-o que? Foram presos.
-quem? Dez policias
-como? Eles se entregaram após a 35° vara criminal decretar prisão preventiva.
-aonde? Na capital.
- por quê? São acusados pela justiça de torturar e matar o ajudante de pedreiro Amarildo.
-quando? Na noite de ontem.

Texto com discurso direto e discursos indiretos.

Exemplos: “ o caso esta nas mãos da justiça,que definirá se os policiais são culpados ou inocentes” esse trecho está em discurso direto, pois o autor do texto coloca a frase inteira do entrevistado da mesma maneira que ele falou e coloca entre aspas.


Exemplo de discurso indireto é o segundo parágrafo, onde o autor transcreve a fala do entrevistado com  suas palavras sem utilizar aspas ou travessão.